Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/03/2019
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, o assédio sexual está ligado com o poder, na maioria das vezes, e é definido como atos, insinuações, contatos físicos forcados e convites impertinentes, não aceitáveis e não requeridos. São bastante comuns os relatos de abusos e cantadas que as brasileiras, e brasileiros, sofrem nas ruas do país, principalmente em transportes públicos. Nesse viés, pode-se observar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.
Esse cenário vem se desenrolando desde os tempos de Brasil Colônia, que há uma propagação imensa dos valores de machismo e patriarcalismo, subjugando a mulher. Apesar dos grandes avanços nos diretos das mesmas, ainda pode-se observar reflexos desse modo de pensar e agir, em pleno século XXI. Em consequência disso, há um percentual espantoso de 99,6% de 8 mil mulheres que alegam já terem passado por situações de constrangimento, segundo pesquisa da campainha “Chega de Fiu-Fiu”, promovida pelo blog Think Olga.
É, ainda, interessante apontar que o assédio não limita-se aos transportes públicos e ruas. Encontra-se presente também em grande escala no ambiente de trabalho, quando é pedido as mulheres favores sexuais em troca de um aumento ou trabalho. O assédio sexual distingue-se da relação consensual entre duas pessoas; na primeira há intimidação e vergonha, e na segunda há o consenso. Além disso, vale ressaltar que há uma tendência de culpabilizar a vítima pela ofensa, logo, tem-se uma inversão de valores na sociedade que deixa a vítima desamparada.