Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/03/2019
“Me too” foi um movimento que eclodiu em 2017,em que milhares de mulheres quebraram o silêncio e expuseram os próprios casos referente ao assédio sexual. Essa mazela social persiste desde a antiguidade em todo o mundo e a cada dia está mais frequente. Nesse contexto,deve-se analisar como a herança histórico-cultural e a omissão da justiça influenciam nessa problemática.
A herança histórico cultural é um dos principais fatores que causa o assédio sexual contra mulheres na contemporaneidade. Isso ocorre devido a sociedade ter sido criada alicerçada em um sistema patriarcal que coloca a mulher sob domínio do homem tornando-a apenas objeto para sua satisfação sexual,com esse pensamento tão enraizado e naturalizado os homens sentem-se no direito de fazer cantadas agressivas,tocar nas partes intimas das mulheres,por exemplo,entre outras atitudes inaceitáveis que caracterizam o assédio e que fazem parte da realidade do dia a dia da mulher.
Além disso,com o passar do tempo as mulheres foram encorajadas a denunciar práticas de assédio,no entanto elas ainda não têm o apoio necessário da justiça para se protegerem.Apesar de já existirem leis que punem o assédio sexual,essas não funcionam na prática, como exemplo teve-se casos frequentes em São Paulo ,entre 2017 e 2018,de homens que ejacularam em mulheres no ônibus que foram detidos e soltos no mesmo dia por terem assinado um termo de compromisso. Isso demonstra o quanto as milhares de denuncias de assédio feitas não surtem efeito.
Torna-se evidente portanto que o assédio sexual persiste na sociedade atingindo as mulheres em todas esferas sociais. Em razão disso,é necessário que as mídias publicitárias promovam campanhas de repeito à mulher a fim de minimizar os efeitos do patriarcado.Além disso o sistema jurídico é fundamental nesse ponto,de modo que melhorem sua capacidade de processar e punir esses delitos, pondo um fim, de uma vez por todas, na impunidade característica até agora.