Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/03/2019
Os abusos, não somente sexuais, mas como psicológicos não é retrato exclusivamente do século XXI, ao longo do contexto histórico-social, vê-se que tais abusos vêm de uma cultura machista que perpetua até os dias atuais; agravando-se principalmente pela falta de diálogo na conjuntura familiar desde a infância, fato ainda conhecido como tabu.
Durante toda a história o sexo e a sexualidade foi tratada como pecado aos olhos de religiosos, e para uma sociedade inserida e tida como religião que mais se sobressai, o cristianismo, não teria como ter sido diferente, porém, ao invés do conhecimento, os pais optam por ocultar de seus filhos uma realidade que está tomando proporções maiores todos os dias, logo, tais crianças com o decorrer do tempo, na pior das hipóteses, acabam se tomando dois caminhos, o de agressor ou o de vítima.
Desde os primórdios da formação social, uma das maiores vítimas é a mulher, conhecida por ter sua história trassada a partir de seu nascimento, sendo que a maior realização seria um casamento, porém, a realidade contemporânea mostra que mesmo com tanto repreendimento, a mulher conseguiu se destacar grandiosamente, o que causa uma certa intimidação e insegurança masculina, sendo esse, um dos motivos de um suposto abuso, na maioria dos casos, psicológico.
Portanto, é irrelevante dizer que abusos são coisas justificáveis e que fechando os olhos para essa realidade ela vai acabar por si só, há maneiras válidas de minimizar tal situação de grande impacto comum na atualidade, como, implementar nas escolas, em especial no ensino fundamental, uma disciplina que traga como assunto a forma de compreensão da sociedade, principalmente de grupos vistos como “minorias”, sendo esses os que mais são atacados; mostrando condutas aceitáveis e corretas e as puníveis e repreendidas e tendo como destaque maior a mulher e os abusos sofridos.