Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/03/2019
Historicamente, o papel feminino nas sociedades ocidentais foi submetido aos interesses do homem e tal paradigma só começou a ser contrariado, no século XX, pela francesa Simone de Beauvoir como dirigente. Atualmente, tem-se muitos avanços e conquistas em prol dos direitos as mulheres, tais como o direito ao voto no governo Vargas e a Lei Maria da Penha, entretanto, não foram suficientes para eliminar o preconceito e a violência na sociedade brasileira.
De acordo com a pesquisa feito pelo IPEA, 26% dos brasileiros concordam com a frase: “Mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas” e 58% afirmam que elas têm uma parcela de culpa sobre os estupros que sofrem. Isso se dá devido ao caráter machista e patriarcal enraizado nas pessoas, tendo em vista que esse preconceito começa desde da juventude com o tratamento desigual dado aos filhos e filhas.
Do mesmo modo, no Brasil, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação as mulheres. Contrariando a célebre frase de Simone: " Não se nasce mulher, torna-se mulher" , a cultura brasileira prega que o sexo feminino deve ser submetido ao masculino e que as mulheres gostam de receber cantadas nas ruas, argumento utilizado para neutralizar o assédio. Tudo isso são comportamentos que foram naturalizados, pois estavam dentro da construção social devido a ditadura do patriarcado.
Portanto, para reduzir a violência e o assédio contra a mulher, deve ocorrer uma intensificação na fiscalização, através de leis que protejam as vítimas. É fundamental que o poder público e a sociedade, por meio de mobilizações sociais, propaganda e denúncias, combatam práticas machistas e a abominável prática do feminicídio. Por fim, é dever das pessoas respeitar o sexo feminino, tratando igualmente homem e mulher. Assim, alcançará-se uma sociedade igualitária e de harmonia para ambos os gêneros