Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 09/03/2019

Realidade atemporal

Sancionada em 2006 no Brasil, a Lei Maria da Penha tem por objetivo assegurar a proteção das mulheres em casos de violência física e psicológica. Contudo, essa lei, na prática, mostra-se ineficiente quando comparada ao crescimento dos casos de assédio e violência doméstica. Nessa perspectiva, esses desafios precisam ser superados para que uma sociedade constituída seja alcançada.

Estatisticamente, cerca de uma mulher é assediada por segundo no Brasil e o número de vítimas só aumenta a cada de dia, tornando-se, infelizmente, uma rotina para as mulheres. E esse impasse não é atual, desde os tempos mais remotos o gênero feminino sofre as consequências dessa violação, existindo, atualmente, mais impunes do que condenados.     Faz-se mister, ainda, salientar os costumes históricos enraizados e a visão arcaica em relação à conduta feminina como impulsionadores do problema. Destarte, a contemporaneidade recebe influências de tal postura, sendo assim, atemporais e tendentes à permanência. Porém, campanhas midiáticas estão perpetuando fortemente o cenário brasileiro e conquistando cada vez mais adeptos, a fim de denunciar as opressões vividas.

Portando, medidas precisam ser tomadas para a solução do impasse para garantir a solidificação de políticas públicas que visem o bem-estar social das mulheres. Para começar, o sistema judiciário e policial deve realizar fiscalização persistente. É imperioso, também, fornecer apoio às vítimas para a recuperação do trauma psicológico através de grupos de apoio. Dessa forma, talvez, a cultura do assédio venha a ser combatida.