Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 09/03/2019

O movimento feminista surgiu na década de 1960 e foi um marco histórico no mundo, pois as mulheres se uniram em prol da liberdade de expressão do corpo e da voz. Porém, essa manifestação não foi suficiente, hoje, elas ainda sofrem as consequências de décadas retrocedidas pela submissão e pertencimento ao gênero oposto. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para minimizar o assédio sexual no Brasil.

Há pessoas que consideram manifestações feministas como exibicionismo, porque a partir disso, elas conseguem adquirir a atenção da sociedade. Todavía, essas ações têm a finalidade da luta por direitos. Direitos àqueles, não apenas da igualdade de gênero, mas de comportamento e vestimenta. De acordo com Bronfembrenner, somos moldados pelo ambiente em que vivemos. Desse modo, desde a escravidão o sexo feminino é visto como objeto sexual - principalmente - mulheres negras, que tinham seu corpo pertencente ao homem branco.

Uma entrevista feita recentemente no programa Fantástico mostrou que homens também sofrem esse tipo de assédio, com ênfase, no esporte. Alguns treinadores da ginástica rítmica, por exemplo, foram denunciados, pois abusavam sexualmente dos alunos como condição de permanecimento na equipe. Dessa forma, é relevante a falta de poder que mulheres e alguns homens têm de dizer não ao agressor, além, da denúncia. Praticar esporte que antes era somente praticado por mulher, usar roupa curta, receber cantada, não significa direito ao abuso.

Logo, é fundamental que a Secretaria de Segurança crie medidas de controle ao abuso sexual, por meio de delegacias especializadas, além, de uma punição mais rígida contra o agressor, com intuito de minimizar a agressão de ambos os sexos. Desse modo, manifestações socialistas  terão voz e apoio de uma sociedade consciente da importância da luta por direitos à  liberdade  do corpo, sem rótulo estampado.