Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

A cultura machista é fundamentada em ideais que enxergam o feminino como algo a ser subjulgado e dominado, esse pensamento reduz mulheres e menina à simples propriedades masculinas, que podem ser tocadas, usadas da forma que o dominador julgue melhor. Tais convicções levam à legitimação do assédio sexual sofrido diariamente pela população feminina.

O assédio sexual ocorre não apenas como uma forma de invasão do corpo feminino, mas também como demonstração de poder do assediador. Todos os dias em telejornais, na internet é possível ver esse tipo de notícia, e como quebra de expectativa tais agressões partem de pessoas do convívio social da vítima. Esse crime é realidade por todo o globo, diariamente mulheres e crianças têm suas liberdades violadas, no Brasil não é diferente.

Mesmo havendo instrumentos legais para a proteção, quem sofre com os ataques tem medo de denunciar e sofrer retaliações da sociedade e das autoridades responsáveis por protegê-la. Leis como a de importunação sexual só se fazem válidas a partir do momento em que a palavra da vítima não gere descaso, descrença e nem que o assédio seja visto como direito de posse do outro.

Leis como Maria da Penha, importunação sexual e até o artigo do Código Penal que trata do crime de estupro tornam-se aparelho primordial para a proteção de toda a população feminina do país, aliado a isso a conscientização de que elas são donas dos próprios corpos, e o rompimento com a ideologia machista que vê mulheres puramente como propriedade masculina e algo a ser conquistado, e educação para que a sociedade entenda que ambos gêneros são equivalentes e, por isso merecem ser respeitados de forma igual.