Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 10/03/2019

Segundo o G1, portal de notícias brasileiro, que publicou umas pesquisa em 2014, relacionada ao assédio, cuja, cerca de 78% de mulheres, entre 16 e 24 anos relataram já ter passado por algum tipo de assédio, primordialmente sexual. Constantemente, esses dados são alterados, de modo que, lamentavelmente os relatos e números de mulheres assediadas ampliem-se em grande escala. O principal cenário do ato, não só ocorre nas ruas, mas também, em escolas, universidades, locais privados, assim, até mesmo nas próprias residencias das vítimas.

Sabe-se que os casos mais frequentes do assédio, surgem por meio de “cantadas”, que muitas vezes são desnecessárias e pejorativas. De fato, nota-se que ainda existe uma grande massa da população brasileira com ideologias e concepções machistas, então, muitos jugam pela aparência, logo, adotam a “cultura do estupro”, em outras palavras, definem pessoas por meio de vestimentas e costumes, de tal forma que justifiquem suas ações maliciosas. Ademais, as vítimas sofrem demasiado constrangimento, contudo, a maioria não reagem por medo de possíveis ameaças, violências físicas e sexuais.

Em 2018, foi sancionada a lei de importunação sexual, que criminaliza os atos de importunação sexual, assim como, divulgações de cenas de estupro, nudez, sexo e pornografia, ou seja, estabelecendo que tanto quem produz o material divulgado, como qualquer pessoa que compartilhar o conteúdo, inclusive nas redes sociais, também responda pelo crime. A pena para as duas condutas criminosas é prisão entre 1 a 5 anos. É notório, que se tenham mais relatos de assédio com vítimas femininas, entretanto, há também relatos de assédio dentre vítimas masculinas, inclusive crianças.

Em suma, o assédio sexual para muitos pode ser insignificante, contudo, pode provocar-se a causa de um estupro. É necessário a denúncia para que ocorra penalizações, seja por meio da vítima, como também  de espectadores, que eventualmente podem presenciar ao caso, os mesmo devem lembrar-se que quando não fazem nada para reverter a situação, também são culpados. Além disso, é de extrema importância a educação em escolas sobre igualdade de gênero, medidas preventivas e educativas contra a violência, seja verbal, física e principalmente sexual. Para um país melhor, deve-se plantar desde cedo, em solo fértil, para que no futuro possa-se colher bons frutos. Assédio sexual é crime, denuncie.