Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
Nos últimos anos os brasileiros se acostumaram a ouvir e ver casos de assédio sexual contra as mulheres. E mesmo esse abuso sendo hoje considerado um crime, poucos são os culpabilizados por tais comportamentos totalmente retrógrados, por conta da ineficiência da justiça em punir devidamente assediadores. Diversos são os casos que recentemente foram expostos relatando os recorrentes casos de assédio e abuso sexual até mesmo partindo de celebridades. Muito se tenta dar justificativas para a ocorrência disso que acabou por se tornar em um hábito na sociedade, e, muitas vezes, tornando a própria mulher como culpada de ter sido assediada.
Primeiramente, deve-se tentar entender por qual motivo alguém se sente na liberdade de passar uma cantada, ou tocar em uma mulher sem sua permissão. O machismo histórico instalado entre os cidadãos do Brasil faz com que os homens se sintam no direito de poderem fazer o que bem entenderem com alguma mulher, mesmo que desconhecida, apenas pela roupa que ela esteja usando, por exemplo, ou por estar supostamente olhando para ele de uma forma sugestiva. E isso é feito em locais públicos sem a menor vergonha, por vezes para apenas quererem de tal forma comprovar sua masculinidade para alguém ou para amigos.
Porém, pesquisas mostram que a grande maioria das mulheres não se sentem confortáveis com tais tipos de abordagem abusiva. E tais abordagens não se reduzem somente a ambientes de festa, em que homens se aproveitam de mulheres que exageraram na bebida, mas também a lugares do cotidiano, como trabalho, escola, faculdade, transportes públicos, locais onde o mínimo que se espera das pessoas é o respeito. E o medo de que um assediador passe impune e volte a assediar faz com que muitas mulheres não denunciem comportamentos abusivos, devido a falta de confiança e descredibilidade passada pela justiça à elas, graças aos inúmeros relatos de mesmo com denúncias sendo feitas, os abusos continuaram sendo recorrentes.
Portanto, é necessário que a sociedade passe a respeitar os direitos e as vontades da mulher, independente do que esteja vestindo, ou do que parecer a algum homem que ela esteja sugerindo. Cabe ao Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos humanos, realizar campanhas que levem a conscientização da população para que os casos de abuso e assédio sexual deixem de ser recorrentes, em parceria com canais midiáticos através de propagandas. Além disso, cabe ao Ministério Público junto ao Poder Executivo realizar investigações concretas em cima de denúncias de casos de abuso e punir de forma correta tais praticantes. Com essas medidas, será possível que a mulher viva em uma sociedade onde o verdadeiro conceito de cidadania a ela seja cumprido e respeitado.