Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
Mulher: a costela do homem?
Consoante a obra Capitães da Areia, de Jorge Amado, retrata claramente que o abuso sexual é uma prática comum na sociedade hodierna. Esse fato é preponderante na realidade de indivíduos femininos, principalmente. Sendo assim, é incontestável que atividades abusivas de cunho sexual sempre estiveram enraizadas no corpo social vigente. Ademais, um fator responsável pela intensificação de tal problemática é a cultura machista e a consequente banalização do assédio.
Em primeira análise, cumpre mencionar que a submissão feminina e a consequente violência sexual sempre predominaram na historicidade, em destaque à Idade Média e seu patriarcado ou o período do Brasil Colonial, com abusos sexuais frequentes sobre indígenas e negras escravas da época. Nesse aspecto, é bastante perceptível a ampla influência religiosa, como a Igreja Católica, em que retrata a mulher advinda do ser masculino, na figura de Eva originar-se da costela de Adão, asseverando-lhe potencial natureza submissa. Destarte, é indubitável que a elevada situação de reincidência do abuso sexual é um fator execrável, pois desencadeia a desigualdade de gênero, além de disseminar a cultura do estupro, como é literariamente retratado na obra distópica O Conto da Aia, de Margaret Atwood, em que a mulher é totalmente desvalorizada e abusada no âmbito social do livro.
Em segunda análise, convém ressaltar a constante banalização do assédio sexual, fator que fortifica significativamente a cultura do estupro já acentuada na contemporaneidade. Em contrapartida, movimentos feministas intensificaram-se, divergindo conceitos contra o sexismo e a cultura do machismo estigmatizados socialmente. Todavia, tal cenário apresenta-se bastante machista. Dessa maneira, tal quadro é contraproducente, pois implica drasticamente à involução dos valores sociais hodiernos, sendo atividades frequentes no cotidiano, como é retratado na música “Till It Happens To You” de Lady Gaga e na série norte-americana “13 Reasons Why”.
Diante disso, ações são necessárias à reversão para reduzir o assédio sexual. Portanto, urge que o Ministério da Educação, juntamente com instituições midiáticas, sensibilizem elevado contingente populacional sobre o assunto, como a eminência da denúncia e a quebra de estigmas de justificativas relacionadas à vestimenta da vítima, por meio de palestras educacionais e propagandas, com o intuito de atenuar consideravelmente os índices de abuso sexual. Concomitantemente, é imprescindível que o assédio sexual seja tratado de forma rígida, perante o Ministério dos Direitos Humanos, por intermédio da aplicação de punições severas, com a finalidade de minimizar tal cultura. Desse modo, pode-se reverter a lógica, retratada em Capitães da Areia, sobre o assédio sexual.