Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
A cultura do assédio
A cultura do assédio no Brasil é fruto de reflexos históricos, já que, no período colonial a mulher era tida como propriedade, primeiro do pai e logo em seguida do marido, sempre com a imagem de moça comportada, boa mãe e dona de casa, esteriótipo esse que, trouxe consigo o machismo infelizmente ainda presente no Brasil.
Nesse contexto, filmes, séries, músicas, novelas e livros que colocam a mulher como submissa, além de romantizarem o estupro e o assédio, fazem com que os homens se sintam no direito de importunar fisicamente e verbalmente uma mulher, com base nas vestimentas, direito de ir e vir e empoderamento, que se oponham as ideias conservadoras.
Segundo pesquisa do jornal Datafolha, 42% das brasileiras com 16 anos ou mais declara já ter sido vítima de assédio sexual, entre os locais mais comuns são, a rua com 29% dos assédios, sendo que 25% sofreram assédio verbal e no transporte público foram relatados 22% dos casos, entretanto os números dos ocorridos são bem maiores, visto que, nem todas as mulheres denunciam.
Devido a banalização e normatização desse tipo de atitude, existem mulheres que não conseguem identificar os assédios, além do medo de serem responsabilizadas, perderem os empregos ou de que o processo não de em nada, a vítima sente vergonha da situação e por conta disso infelizmente acaba desistido da denuncia.
Portanto, a cultura do assédio se solidificou na sociedade. A fim de alterar esse olhar machista é necessário que as escolas promovam debates de conscientização para fomentar o respeito a mulher. Além disso, a mídia tem o papel fundamental de dar enfoque em campanhas que promovam a igualdade de gênero, bem como discutir a banalização do assédio. O governo por sua vez, sendo mais punitivo garantirá os direitos das mulheres.