Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 10/03/2019

Segundo Hannah Arendt, filósofa alemã do século xx, “a essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Contudo, ao analisar que o assédio sexual contra mulheres se faz presente nos dias de hoje, verifica-se a precariedade da execução de leis existentes no país. Desse modo, é válido ressaltar a necessidade de debates nas escolas como também o empenho da sociedade contra o desrespeito à mulher.

É fundamental pontuar, primeiramente, que as escolas tem papel importante na formação das crianças e adolescentes. Nesse contexto, através de discussões em salas de aula acerca do assédio sexual e a lei 10224/2001 que considera crime tal atitude, formaremos indivíduos conscientes e que respeitam a integridade da mulher não a tendo como objeto sexual.

Outrossim, segundo pesquisa divulgada da Datafolha, quatro a cada 10 brasileiras já sofreram assédio sexual, sendo maior o número entre adolescentes. Baseado nisso, nota-se a importância do empenho dos responsáveis pelos menores, instrui-los através de diálogos e exemplos, mostrando-os o dano psicológico que sofrem às vítimas. Ademais é necessário disseminar também, nos grupos sociais, a importância de denunciar os agressores para atenuar a problemática.

Infere-se, portanto, que o empenho das escolas e sociedades contribuem para a manutenção do problema. Para solucionar, é imprescindível que o Governo juntamente com as instituições de ensino divulguem em redes e salas de aula o " disque 100" para casos de exploração sexuais e assédios, assegurando às vítimas a proteção necessária ao fazerem suas denúncias. Ademais, a sociedade através de diálogos, orientar os menores para que não sejam agressores e caso sofrerem algum tipo de assédio, denunciar o mais rápido possível. Desse modo, garantiremos o direito a ter direitos segundo afirmou a filósofa Hannah.