Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

Desde o surgimento dos seres humanos, as mulheres têm sido vistas como objetos para o prazer e a reprodução; inferiores; frágeis e menos merecedoras de quaisquer direitos, principalmente o de negar e se revelar contra a forma como são tratadas. Por incrível que pareça, até mesmo nos dias atuais, ainda há quem pense assim. É um tema comumente visto em manchetes de jornais, mas nem 10% dos acontecimentos são denunciados.

Uma pesquisa realizada pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) releva que de 2009 a 2011 mais de 17 mil feminicídios ocorreram no país, uma média de quase 9 mil casos por ano. Infelizmente, não é nada incomum manchetes sobre assédio sexual na indústria cinematográfica, relatos de delitos de mulheres que faziam algo tão simples quanto andar na rua desacompanhadas, casos de crianças violentadas sexualmente por familiares ou amigos próximos, entre diversos outros casos. Diversas ferramentas fazem com que a sociedade torne tal ato aceitável, desde uma música com uma letra ofensiva, até um comercial que usa do corpo da mulher para atrair o público masculino e cenas de novelas que romantizam relacionamentos abusivos.

Fica claro que a prática do assédio sexual ainda é, principalmente no Brasil, um enorme problema a ser lidado. Para que isso mude, o governo deve aumentar a pena para qualquer tipo de violência, tornando esse crime inafiançável. Além disso, a sociedade civil precisa agir com mecanismos de conscientização por meio de protestos, campanhas em prol do respeito e da segurança da mulher, a abordagem do assunto em sala de aula e a desnaturalização desse tipo de tratamento em relação ao sexo feminino.