Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
No filme Homem Aranha, Mary Jany está andando pela rua desacompanhada, quando um grupo de homens cercam ela e começam a assedia-la. Esse poderia ser um exemplo apenas fictício, entretanto é uma realidade no nosso país como no mundo todo, na história o herói salva a mocinha porém na vida real é uma raridade ser salva. Portanto, esse intempérie necessita urgentemente de ações corretivas por meio do Estado, mídias socialmente engajadas e das instituições formadoras de moral.
Mormente, ao analisarmos o Brasil hodierno, verifica-se que a objetificação e a negligência de direitos civis à elas vem de uma carga histórica, tendo como exemplo o direito ao voto, que mesmo conseguindo essa conquista, ela não era abarcativo para todas, já que para votar a mulher precisava cumprir critérios como: estar casada e ter a autorização do marido, representando-as como inferiores. Até os dias atuais mulheres são taxadas dessa forma, visto a fala do Presidente que disse abertamente que mulher nasce de uma fraquejada e que deve receber menos porque engravida, intensificando o pensamento retrogrado de alguns cidadãos.
Além disso, com o preconceito enraizado da população e a falta de diálogo e campanhas conscientizadoras, fazem com que os desafios para combater o assédio s[o aumentem. Tomando como base o pensamento do filósofo Émile Durkheim, em que o fato social consiste em maneiras de agir, pensar e sentir, exercendo influência sobre os indivíduos, forçando-os a se adaptar à sociedade que vivem. Logo, se uma criança ou adolescente cresce em um ambiente no qual temas como esse não são trabalhados, discutidos ou até tendo exemplos errados, ela acabará se acostumando e tornando esse erro em algo natural e “aceitável” em sua concepção.
Destarte, depreende-se que para os desafios em reduzir os casos de assédio sexual no Brasil seja solucionado. Trona-se imperativo que o Governo Federal, junto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres faça um plano de combate e obtenção de denúncias criando um canal seguro e anônimo nas redes sociais. Urge-se que instituições formadoras de moral como universidades, escolas e família devem instruir os cidadãos por meio de debates, palestras, peças teatrais e intensificando o diálogo em casa, para a disseminação correta do assunto seja mais abrangente, gerando maior entendimento, respeito e luta por direitos femininos. Outrossim, as mídias socialmente engajadas, elabore e divulgue campanhas publicitárias, com o intuito de conscientizar a população. Dessa forma, o país caminhará para ser mais justo, harmônico e que cumpre direitos.