Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

Ao longo da formação estrutural das primeiras sociedades complexas, não raramente, a mulher encontrou-se em uma posição subordinada ao homem. Influenciados, por exemplo, pelas culturas gregas e romanas; os colonizadores europeus trouxeram incorporados a sua cultura o patriarcalismo e o machismo, doutrina e sentimento nos quais o homem na condição de superior, poderia tomar a mulher como  mera servente do lar e fonte de saciação dos seus desejos. Tendo em vista que essa subordinação irracional desfavorece a figura feminina diante da sociedade, essa realidade precisa ser mudada.

Com o desenvolvimento da sociedade moderna, a mulher assumiu novos e mais elaborados papeis frente a comunidade. Em verdade, quando foi deflagrada a segunda guerra mundial, em que os homens  de países chave tiveram de rumar para a guerra, foram as mulheres que tiveram de assumir tarefas antes executadas predominantemente por eles; como as ligadas a industria fina. Foi exatamente logo após esse evento que reflexões acaloradas sobre a real posição da mulher, tomadas por elas, se tornaram mais efetivas. A partir disso, hoje, significativa parte da população feminina tem consciência de que elas, naturalmente, não são fonte de satisfação do sexo oposto; logo não devem ser vítimas de violência movidas pelo sentimento de empoderamento masculino.

A nível nacional, apesar do avanço na qualidade das leis que protegem a mulher dos mais variados tipos de violência, o assedio sexual contra esse grupo social é constante. Isso constata que só a existência de leis não é o suficiente na garantia da liberdade de ir e vir das mulheres em qualquer ambiente, seja ele o domestico ou trabalho. Nesse caso, a impunidade é o que rege a constância do assedio sexual contra a mulher.

Verifica-se, dessa forma, que a sociedade como um todo deve participar na resolução dessa problemática. É necessário que os homens, sobretudo aqueles com sentimento de superioridade, se conscientizem quanto o valor da mulher para a sociedade. É evidente também que a mulher não exite em defender seu lugar, sua posição, e, para isso é fundamental as denuncias. Quanto ao governo, é de fundamental importância a punição severa de agressores, principalmente de forma a conscientizar o mesmo e a todos.