Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

Na Grécia Antiga, as mulheres eram consideradas objetos que serviam apenas para satisfazer o desejo sexual dos homens. Por conseguinte, essa objetivação feminina está presente nos dias atuais, fazendo com que as pessoas do sexo feminino escutem palavras de baixo calão de indivíduos desconhecidos, podendo ser caracterizado como o assédio.

Segundo o pensamento da filósofa Simone Beauvior, uma mulher não nasce mulher, torna-se, nesta mesma linha de pensamento, ninguém nasce machista mas vira devido à cultura do estupro no qual está enraizada na sociedade. Essa cultura permite e normaliza os abusos, geralmente masculinos, e incluem a culpabilização da vítima.

Diante disso, tem sido cada vez mais comum aparecimento e o fortalecimento de grupos feministas como o Coletivo de Mulheres Ana Montinegro, movimento que se propõe a conscientizar mulheres sobre temas que dizem respeito aos problemas femininos atuais, havendo um apoio moral e psicológico entre as mulheres para que elas entendam que não são culpadas caso sofram algum tipo de assédio.

Sendo assim, é de suma importância que as mídias alternativas  e grande mídia deem sua voz a esse tipo de movimento, podendo alcançar um número cada vez maior de consciência de gênero. O Poder Legislativo deve criar leis mais severas para os assediadores e criar uma rede de apoio profissional gratuita, com psicólogos e psiquiatras, por exemplo, para as assediadas. Dessa forma, com um trabalho árduo a cultura de estupro será desconstruída na nossa sociedade.