Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
Em pleno século XXI é incrível como tratam conquistas femininas como algo inédito. Como a primeira presidente de um país, a primeira ocupar o cargo principal de ministério de seu país, essas citações são reais e as suas protagonistas foram Dilma Rousseff e Angela Merkel, uma no Brasil e outra na Alemanha, respectivamente.
Diante de histórias com êxito, como as citadas anteriormente, ainda há um extremo paradoxo entre homens e mulheres, seja de ideais, gênero ou representatividade, o sexo masculino ainda é a maioria, na política, a exemplo, no Brasil as mulheres ocupam cerca de 10% a menos que a média global, segundo o site politize. Tratando de Brasil, o que não fecha a conta é que segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, pouco mais de 50% da população brasileira, são mulheres.
Em um País onde teve o maior cargo que uma democracia pode ter ocupado por uma mulher, onde 51% dos eleitores são indivíduos do sexo feminino, onde a maioria são mulheres, não seria um absurdo pensar em uma nação com cultura empática em relação às mulheres, em contra disso o mesmo País, cerca de 86% da mulheres já sofreram algum tipo de assédio, segundo o grupo feminista “chega de fiu fiu”, e algo ainda mais alarmante sobre o Brasil, é que o país ocupa o 5º lugar de mortes violentas de mulheres, segundo a ONU. A grande motivação disso, acredita-se que seja a chama “cultura de estupro”, na qual consiste a “naturalidade” de prática da violência contra a mulher, seja física e/ou psicológica.
Essa “cultura”, infelizmente enraizada no País, faz com que mulheres sintam-se culpadas ou erradas por fazer, pensar, ousar e usar algo que queira, essa ideia tem que ser erradicada não só do Brasil, mas do mundo. Mulheres são mães, pais, filhas(os), namoradas (os), profissionais, enfim, são como queiram ser vistas, não julgadas, utilizando-se da última palavra que é um substantivo que representa ambos os sexos, são de palavras com esses ideais que o futuro tem que ser construído e disseminado. Propagação esta que tem de ser executada, desde a infância, seja em escolas ou casas e acompanharem os indivíduos cronologicamente, seja por campanhas de conscientização idealizadas por Organizações Não Governamentais (ONGs), Ministério da Educação e o da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, ação esta que tem de valorizar o ser humano, independente do sexo, propagar que haja o respeito, que ele não seja exigido, lição essa que tem de vir cedo. Ensinem respeito as crianças e jamais terão diferenças a explicar.