Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 10/03/2019
Os anos em que práticas de escravidão decorreram no Brasil consistiam, majoritariamente, no abuso sexual de mulheres negras. Na sociedade hodierna, analogamente, casos de assédios sexuais ocorrem consoante ao machismo preponderante, sendo banalizado quando considerado crime. Sob esse viés, inúmeras são as consequências traumáticas deixadas na história da pessoa abusada, além da propagação de doenças sexualmente transmissíveis que assolam a sociedade.
Convém ressaltar, a princípio, que atitudes sexistas no que tange ao pensamento no qual a figura masculina é dominadora promove um ensino errôneo para muitos jovens. Parte-se da premissa de que a submissão da mãe, sendo esta muitas vezes afetada por violência doméstica, reflete no posicionamento de seu próprio filho. Com o fito de reduzir tais casos de abuso, foi vigorada a Lei Maria da Penha em 2006, que penalizava aquele quem o exercia. Muitas mulheres, entretanto, ainda sofrem com tal, sendo vistas como inferiores e subservientes. Logo, meninas são ensinadas e induzidas a serem femininas e se portarem de forma correta, enquanto meninos, para serem respeitados por tais.
Outrossim, a sexualização do corpo feminino corrobora para o abuso do mesmo. Como já dito por Simone de Beauvoir, a liberdade da mulher deve ser composta por sua essência, o que garante um status digno acerca de sua própria existência, causa inicialmente acatada por movimentos feministas do século XX. Os anseios criminosos de tocar o corpo alheio sem consentimento, por outro lado, estimulam a insegurança de mulheres e ainda, na disseminação de doenças, visto que o criminoso utiliza-se das mesmas para somente lhe satisfazer. Nesse contexto, muitas mulheres acabam mortas por não conseguirem pronto atendimento ao detectarem infecções, como Sífilis e AIDs.
Em suma, é urgente que medidas sejam tomadas para solucionar o problema de assédios sexuais. Cabe ao governo elaborar um projeto de resistência feminina que envolva assistência psicológica e educacional para os cidadãos, além de legitimar movimentos femininas que fortalecem-se no Brasil contemporâneo - tal método garantirá a eficácia na expansão dos direitos das mulheres -, sendo incorporado em leis e nas escolas. Dessa forma, a realidade distanciar-se-á das injustiças enraizadas na sociedade, garantindo justiça às mulheres e àquelas que, um dia, foram escravas de um Brasil segregacionista.