Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 10/03/2019

Olá Corretor(a), este texto não é sobre o tema afim, é sobre o tema da semana passada ( Desafios do Comportamento Alimentar Brasileiro ), não consegui enviar. No entanto se tiver como corrigi-lo, por favor, ficaria grato. Gostaria muito de um feedback. Isso não se repetirá novamente. Desde já agradeço.       O conceito de “nutricionismo”, segundo o pesquisador australiano Gyorgy Scrins, está ligado a um neologismo que descreve o excesso de ciência que tem por fundamento a redução dos alimentos à nutrientes. Nesse sentido, incorre o comportamento restritivo na alimentação, que é legitimado pelo cientificismo propagado em uma das vertentes da propaganda publicitária. Em contrapartida, outras vertentes fundamentam o consumo exacerbado, o que modela a maneira como o brasileiro se relaciona com a comida. Fatos como esses demonstram a ineficiência, ou inexistência, de políticas públicas voltadas ao comportamento alimentar brasileiro e evidenciam a necessidade de se discutir acerca dos desafios dos hábitos alimentares da população brasileira.

É importante pontuar, de início, que somente o uso dos nutrientes e calorias como fundamento da alimentação prejudica nossa saúde mental, social e física. Ao passo que, ao focar somente nas regras impostas e no aspecto racional, o indivíduo não leva em consideração a vontade, e segundo Sophie Deram - nutricionista e autora do livro “O Peso das Dietas” - uma vontade não assumida pode virar compulsão. Além disso, com essa prática comer se torna algo estressante, o que pode levar à ansiedade e frustração quando a pessoa não consegue seguir as regras impostas.

Ainda, é importante pontuar que, a publicidade em massa das industrias de alimentos infere diretamente no modo de vida da população. Nesse sentido, o chamado “Neuromarketing”, que é o estudo do comportamento humano voltado para o entendimento do processamento de informações pelo cérebro, tem ganhado notoriedade, na medida que empresas como “Coca-Cola” e “Campbell Soup” utilizam esses estudos para fomentar o consumo desenfreado. Dessa forma, o indivíduo está muito mais suscetível à fome emocional, que é ligada à noção de recompensa por algo que, eventualmente, tenha abalado seu estado emocional, o que molda a maneira como o brasileiro se associa à comida.       Por tudo isso, faz-se necessário que haja uma mobilização da sociedade com vistas a diminuir os problemas relacionados ao tema. Para tanto, o governo deve criar campanhas que propaguem ideais sobre o prazer na alimentação, por meio da inserção de propagandas com nutricionistas em canais abertos de TV, redes sociais, revistas, para erradicar a culpa e frustração de pessoas que adotam o cientificismo na alimentação. Ainda, o governo deve proibir o uso de técnicas neurocientíficas na propaganda, por meio da criação de uma Emenda Constitucional, para evitar a problemática em pauta.