Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 11/03/2019

É de suma importância irmos de encontro a cultura do assédio às mulheres na sociedade brasileira, afinal, em pleno século XXI, são inúmeros os casos de pessoas que são assediadas – verbalmente ou fisicamente - por homens. Seria possível ocorrer mudanças nessas situações e melhorar a convivência para todos os gêneros?

Seja durante o trabalho, no shopping ou em festas noturnas, as mulheres sempre estão sujeitas a algum tipo de assédio, seja verbal – quando chamadas de forma pejorativa – ou físico. A vítima experimenta uma sensação de humilhação (essencialmente se o acontecimento for em local movimentado), porém quase nunca reage a esses abusos, já que, em maioria, ela está sozinha e sem apoio.

Mas ao que se deve a cultura do assédio? Por diversas vezes, ao simples pensamento machista da objetificação sexual da mulher, como por exemplo, a personagem Dora, que se vê desesperada após chegar ao trapiche dos Capitães da Areia e ser encurralada por todos os garotos que viviam lá, já amadurecidos graças à dificuldade que passavam diariamente e que só a viam como um objeto a ser compartilhado sexualmente entre eles. Pode-se destacar também, homens que se vangloriam perante outros e para se sentirem melhor com a própria existência, assediam outras pessoas como forma de se sentirem bem aceitos socialmente.

Por diversas vezes, o assédio quando é levado ao extremo, desencadeia a violência sexual, que ocorre sem o consentimento da vítima, que rejeita as repetidas investidas posteriores ao estupro. Agressões físicas também são rotineiras, afinal, o agressor sente-se humilhado por ter sido recusado e avança agressivamente contra a vítima, em ambos os casos, esses atos geram sequelas psicológicas incuráveis.

É de suma importância então, leis mais rigorosas contra crimes que se assemelhem ao assédio, campanhas promovidas pelo Estado em escolas para desde a infância, ocorrer o respeito mútuo, reunião com pais e mães para que haja uma quebra do modelo conservador. Por consequência, a diminuição de casos, não somente de assédio, como também de LGBTQ+ fobia não tardariam a aparecer.