Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 11/03/2019
De acordo com um estudo da OIT (Organização Mundial do Trabalho) o assédio está intrinsecamente ligado com o poder, e na maioria das vezes acontece em sociedades em que a mulher é tratada como objeto sexual. Embora a contemporaneidade tenha trago avanços significativos, são rotineiros os relatos de abusos sofridos por mulheres de todo mundo. Fatores como o machismo estrutural e a impunidade colaboram com a manutenção do crime.
Em primeira análise, o machismo estrutural é adquirido por meio da cultura, com uma série de informações consolidadas socialmente como a ideia de posse sobre a mulher, a principal vítima. Dessa forma o comportamento machista legitima as agressões e a comunidade, em sua maioria, compactua com tal pensamento, sendo assim inibe a vítima a procurar ajuda e buscar por justiça.
Outro fator de relevância, nessa temática, a impunidade propicia o sentimento de normalidade do comportamento. A lei que tipifica o assédio precisa ser atualizada, com intuito de deixa-la mais clara e objetiva, assim facilitaria o julgamento e sequente punição. Assim sendo, a insuficiente condenação contribui para perpetuação do comportamento importunante.
Infere-se, portanto, que a cultura machista aliada a baixa eficiência de leis, ocasionam episódios frequentes de assédio. Assim sendo, medidas devem ser tomadas, cabe ao Ministério da Educação, promover em escolas, palestras com especialistas como psicólogos e juristas, além disso estas instituições busquem a participação familiar, almejando mudanças no comportamento dos parentes e dos futuros adultos. Ademais, o poder legislativo atualize leis referentes, para uma mais ágil e eficaz punição. Almejando assim uma sociedade engajada com fim dos assédios.