Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 11/03/2019
Há muito tempo a mulher sempre foi vista para ser dona de casa e dá prazer ao homem, mas, hoje, mesmo emancipada, esse pensamento continua e é esse que constitui uma das principais causas que entravam a superação do assédio sexual ao sexo feminino.Dessa forma, há práticas que são banalizadas no dia a dia que constituem a cultura do estupro e principalmente quando culpabilizam a vítima de uma violação sexual.
De acordo com Denys Cuche em seu livro “A Noção de Cultura nas Ciências Sociais” (1999), o conceito de cultura é aquele que se relaciona com comportamento que a humanidade naturaliza, mas não porque é natural, mas condicionado por um conjunto de costumes que é interpelada ao homem. Dessa forma, a cultura do estupro é um fato que jamais deve ser banalizado, e esse termo inicialmente foi utilizado por uma onda feminista, na década de 70, para se referir às atitudes sutis ou explícitas que relativizam desde ao assobio ao abuso sexual .Além disso, essas práticas também estão presentes na tevê, na música ou em propagandas que acabam fazendo apologia ao sexo e a objetificação feminina. Assim, se é algo cultural, e, se a sociedade participou da criação, a mesma pode mudá-la.
Nesse sentido, a coisificação feminina, significa que o ser não tem opinião ou vontade própria, e, então, é possível fazer o que bem quiser. Um exemplo disso, é quando o caráter ou a intenção de uma mulher é avaliado a partir sua aparência física, ratificando que ela não está sendo considerada como um indivíduo e sim como um instrumento de uso. Então, não são poucas as violações que ocorrem no quotidiano, como palavras proferidas na rua de consenso sexual; também quando o gênero feminino é tocado no metrô ou ônibus, bem como a prática do estupro, e que no fim culpabilizam a mulher, por exemplo, por conta da vestimenta. Porém, vale ressaltar que até bebês são estruprados, como foi um caso de uma de 3 meses em João pessoa, abusada pelo próprio pai. Dessa forma, é preciso que o homem sinta empatia e se ponha no lugar da mulher, como no filme “Eu não sou um homem fácil” (2018), dirigido por Éléonore Pourriat o protagonista sente na pele a consequência de ser coisificado e tratado como um mero pedaço de carne e assim ao ter perdido“os privilégios” de ter nascido homem, ele passa a entender como é ruim viver no lado “desprivilegiado”.
Em suma, para vencer os desafios do assédio sexual feminino é preciso desmitificar a mente patriarcalista da sociedade. E para tal, é preciso que o governo trabalhe junto com as escolas e a mídia, primeiro: oferecendo palestras e segundo: promovendo campanhas para abrir o cognitivo de meninos para se tornarem conscientes e meninas para reconhecerem os seus direitos e denunciar quando necessário, bem como de adultos para uma convivência respeitosa e com harmonia com as mulheres.