Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 11/03/2019
Ir e vir - eis a questão
No século XVI, Kant usou um discurso sexista ao descrever as mulheres como seres que vivem para o homem, não a reconhecendo como sujeito que escreve sua própria história. Esse contexto machista ainda tem reflexos na sociedade contemporânea, tendo em vista que as mulheres são assediadas constantemente em todos os ambientes sociais, desde a escola até o trabalho. Entretanto, o movimento feminista vive uma luta diária para romper com esses paradigmas da sociedade.
A princípio, o maior entrave das mulheres na sociedade é a questão histórica, que está voltada para uma submissão feminina de procriação e atividades domésticas. Logo, essa concepção se incorpora na sociedade de tal forma que o assédio não é compreendido em esferas sociais sob atitudes machistas como crime, em que mulheres levam as famosas “cantadas” na rua, são obrigadas a ter relação com o colega no trabalho para não ser demitida e o pior dos casos, é assediada dentro de transportes coletivos diariamente.
Sob esse viés, ressalta-se que algumas ações já foram tomadas, pricipalmente no campo da conscientização. A mídia e os diversos canais de comunicação reforçam constantemente o respeito à figura feminina, a emissora Globo é um exemplo nítido, pois trata muito desses assuntos em suas propagandas. Além disso, o empoderamento feminino através do movimento feminista possui um papel importante na conscientização das meninas dessa geração, que já estão crescendo com uma mentalidade concreta exigindo respeito na sociedade.
Diante disso, é imprescindível que os conceitos machistas como o de Kant sejam extintos da sociedade, para que o respeito as mulheres seja efetivado. Assim, atráves da educação familiar e da conscientização, cumpre aos pais com o apoio da mídia e do feminismo, ensinarem a seus filhos respeitarem as mulheres e a suas filhas exigirem direitos na sociedade - principalmente o de ir e vir nas ruas sem ser assediada.