Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 11/03/2019
A frequência de assédio sexual
O assédio sexual pode ser definido como avanços de carácter sexual, não aceitáveis e não requeridos, ou contatos verbais ou físicos que criam uma atmosfera ofensiva e hostil. O assédio sexual pode ter várias formas de comportamento, incluí a violência física e a violência mental. Esse comportamento pode aparecer em todos os ambientes como público, escolar, familiar e no trabalho, podendo também aparecer em todas as idades desde infanto-juvenil até a fase adulta.
Esse assunto está tornando-se um problema global, pois conforme uma pesquisa realizada pela Organização Internacional de Combate à Pobreza (ActionAid), em 2019, mostra que 86% das mulheres brasileiras ouvidas sofreram assédio em público em suas cidades, na Tailândia, também 86% das mulheres entrevistadas, 79% na Índia, e 75% na Inglaterra já vivenciaram o mesmo problema. Além disso, esse tipo de prática também é vista no ambiente de trabalho, geralmente o assediante está em um nível hierárquico maior do que a pessoa que está sendo ameaçada. A ação do assediador pode ser apenas dizendo palavras que irá constranger a vítima ou até chantagens sexuais. A vítima é extremamente prejudicada, seja em relação ao desempenho da própria função que exercia, ou em relação a vida íntima e privada, que ficaram para sempre marcadas. Os efeitos sofridos pelos assediados têm sido bastante discutidos entre os psicólogos, visto que as vítimas podem desenvolver ansiedade, depressão, estresse, dores de cabeça, cansaço excessivo, diminuição da produtividade e interesse no trabalho.
Outrossim, muitas estudantes brasileiras acreditam que estarão protegidas dentro de uma universidade, porém conforme a convivência com amigos e professores levam em conta que também está sofrendo assédio sexual. Segundo a pesquisadora Márcia Barbosa, professora titular do Instituto de Física da UFRGS e membro titular da Academia Brasileira de Ciências, afirma que 35% das alunas sofrem assédio sexual dentro das universidades brasileiras, no entanto esse tema não é resolvido por causa de alguns motivos, como a vítima ter medo de denunciar e ter o futuro prejudicado, os órgão universitários competentes não serem preparados para resolver esse assunto e o professor correto acredita que seu colega não seria capaz de assediar uma aluna.
Portanto, o Governo deve criar mais propagandas de conscientização, explicando os tipos de assédios sexuais e divulgar por meio de mídias sociais, orientando a população a denunciar essa prática. Deve também, criar novas leis principalmente voltadas para as universidades para garantir a proteção e sigilo da vítima.