Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 13/03/2019

Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. No entanto, quando se observa os casos de assédio sexual contra mulher, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é constado na teoria e não desejavelmente na prática. Uma vez que, a banalização dos atos de assédios pela sociedade impulsionam esse problema e estimulam a cultura do estupro.

O ato de assédio sexual, mesmo sendo crime, é algo que se tornou banal na sociedade brasileira, de forma que, muitas pessoas ao verem uma mulher sofrendo assédio, olhem para tal situação achando-a  normal, sem interferirem no que está ocorrendo. Dessa forma, contribuindo para que esses atos continuem sendo praticados. Segundo uma pesquisa da Companhia Chega De Fiu-fiu, 85% das mulheres já tiveram seu corpo tocado sem permissão publicamente. Esse dado deixa evidente como o assediante se sente seguro de praticar esses atos em meio a outras pessoas.

Faz-se mister, salientar à cultura do estupro como causa da persistência do problema. De acordo como o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que a cultura do estupro sendo um  ambiente que  banaliza, legitima e justifica a violência contra a mulher, se faz  presente na sociedade. Desse modo a vítima se sente submissa da situação e em muitos casos tendo medo de denunciar por ser sentir culpada pelo ocorrido.

Portanto, medidas são necessárias para que haja uma redução nos casos de assédio sexual. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação muda as pessoas e essas mudam o mundo. Logo, o governo através do ministério da educação deve promover palestras nos colégios, ministradas por profissionais que discutam o combate ao assédio com os alunos, afim de de conscientizar esses jovens e quebrar o pensamento que favorece á cultura do estrupo.