Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 15/03/2019

Desenvolvimento no estudo da psiquiatria e da radioatividade, limpador de para brisa e sistema de aquecimento em automóveis, são algumas das diversas descobertas e invenções feitas por mulheres e que contestam a ideia do patriarcado como algo imutável e da essência humana, no qual entende que a mulher é inferior por, erroneamente, crer que essas não têm capacidade de raciocinar. Esse pensamento, infelizmente, gera diversas consequências de teor negativo, dentre elas o próprio assédio sexual.

A priori, é crucial compreender que foi durante a Revolução Agrícola, na Pré-História, que surgiu a necessidade de uma divisão de trabalho mais complexa, diante disso, o ser humano sentiu a precisão de hierarquizar a sociedade em que a mulher foi subjugada, inferiorizada, e seu corpo, como consequência, objetificado e submetido aos desejos do homem como uma forma de pagamento por ser ele o responsável em oferecer proteção, moradia e alimento.

A posteriori, é notório que a sociedade brasileira do século XXI ainda carrega fortes traços dessa cultura ultrapassada, que lamentavelmente, é intensificada pela mídia que hiper-sexualiza a mulher, reduzindo-a a uma “maquina de satisfazer desejos e reproduzir” e ignorando seu emocional e psicológico. Tal situação abre portas para a cultura do estupro, no qual mulheres não têm voz por serem objetificadas.

Por fim, é essencial ressaltar que mesmo com a evolução das relações sociais ao longo dos anos, em que a imagem feminina ganha cada vez mais destaque, a sociedade ainda esta longe do esperado, pois milhões de mulheres tem seus direitos violados apenas por serem do sexo feminino, sendo assim a busca pelo fim dessa cultura que restringe a mulher deve ser iniciada desde a infância nas instituições de ensino por parte do Ministério da Educação, além da não banalização no momento da queixa, com base na legitimação desde o início do processo de denúncias com objetivo de assegurar e proteger a vítima.