Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/03/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração de Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação, segurança, transporte e ao bem estar social. Entretanto, os casos de assédio sexual impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.

A educação é o fator principal no desenvolvimento de um País. Hodiernamente, ocupando a nona posição da economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido nos casos de assédio sexual. Segundo Sylvia Walby socióloga  britânica, a violência masculina contra as mulheres é comum e repetitiva a ponto de constituir uma estrutura social. Diante do exposto, uma cultura de assédio é mascarado em cantadas e flertes.

Faz-se mister, ainda, salientar a impunidade como impulsionador do assédio sexual. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, politicas e econômicas é a características da ‘‘modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Diante de tal contexto, a falta de punição e leis rígidas permitem esse comportamento tão desprezível na sociedade.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticos que visem à construção de um mundo melhor. Dessa maneira, urge que o legislativo deve propor e votar leis rígidas de combate ao assédio, o Governo Federal investir em campanhas nas escolas e mídias digitais repudiando esse comportamento. Dessa forma, o Brasil poderia superar os casos de assédio sexual.