Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 08/06/2019

No mundo contemporâneo, o alto índice de assédio sexual é preocupante. Isso se deve aos valores machistas impostos desde os primórdios, acarretando a imagem de inferioridade às mulheres,  sobretudo, pelo falso poder dos homens sobre os corpos femininos e a a intimidação. Logo, são necessárias ações governamentais que protejam esse grupo, e testes que simulem situações constrangedoras, para que a mulher no papel de vítima, consiga identificar a situação.

Segundo o Jornal Datafolha, 42% das mulheres entre 16 e 24 anos já sofreram assédio nas ruas. Isso ocorre devido ao falso poder dos homens sobre os corpos femininos, inferiorizando esse grupo e possibilitando a violação dos seus direitos, como a liberdade de vestimenta. Assim, infere-se que o assédio não está relacionado à vítima, e sim a fortificação da impunidade do agressor, devido a cultura machista e opressora.

“O mais escandaloso dos escândalos é que nos habituamos a eles". A frase de Simone Beauvoir, reflete a imagem do comportamento social que enxerga com normalidade às taxas alarmantes de assédio sexual. Existem inúmeros tipos de assédio, um deles é através da intimidação, no intuito de conseguir algum favorecimento sexual, aonde o agressor constrange e provoca temor nas vítimas, como o desrespeito disfarçado em forma de piada. Tal ato pode gerar danos psicológicos às vítimas, dificultando suas relações interpessoais, por exemplo.

Portanto, o combate ao assédio ainda é uma problemática a ser debatida. Nesse sentido, o governo deve fortalecer a lei de Importunação Sexual, visando primeiramente o atendimento humanizado à vítima. Além disso, o MDH (Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos), deve propor às mulheres, testes online que simulem situações constrangedoras, para que elas consigam identificar o mais rápido possível a situação. Logo, os índices e impactos do assédio seriam amenizados.