Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 18/05/2019
Desde a Segunda Guerra Mundial, as mulheres vêm ganhando voz na sociedade, todavia, nas últimas décadas, essa voz não é perceptível, visto que as denúncias de assédio sexual e violência contra a mulher têm aumentado drasticamente nas delegacias brasileiras, revelando que a sociedade patriarcal ainda está enraizada na comunidade. Ademais, não são somente mulheres de meia idade que são afetadas pela discriminação, mas também jovens e crianças e além disso, as mulheres negras são as mais discriminadas no âmbito social.
Convém ressaltar, que segundo dados do jornal do Estado de São Paulo, semanalmente, há mais de quatro boletins registrados por assédio sexual nos transportes públicos, as consequências psicofísicas desse assédio são diversas, podendo-se citar como exemplo o medo que o público feminino tem de sair sozinho e o receio de se locomover pelo transporte público. Outrossim, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, no Atlas da Violência de 2018, as mulheres negras são as mais afetadas pelos casos de violência e preconceito em ambientes públicos, isso é consoante com o pensamento de Voltaire, que diz que a sociedade depende das mulheres, e as nações que não respeitem elas, são insociáveis, ou seja, a comunidade que tem o machismo enraizado em seus ideais, é uma sociedade pútrida e bárbara.
É indubitável que a violência sexual obstrui a vida de muitas mulheres, em sua maioria, os estupros e as agressões acontecem dentro de casa e não são denunciadas, por apreensão do culpado descobrir, usualmente são os padrastos, esposos e tios que aparecem como primordial agressor, praticando atos sexuais com a vítima sem seu consentimento, além das agressões físicas e morais, que incluem xingamentos e difamações contra a mulher. Além disso, as decorrências na vida do público feminino são desastrosas, podendo-se mencionar a depressão e a síndrome do pânico como enfermidades psicológicas, é exemplificável com o caso de Eva Luana, que repercutiu nas redes sociais em 2018, uma mulher que sofreu agressões de seu padrasto por oito anos consecutivos.
Por tal prerrogativa, o Ministério da Justiça deve garantir a segurança das mulheres, majoritariamente nos transportes públicos e reformular leis contra o assédio sexual, dessa forma, garantindo que os meliantes sejam devidamente punidos e reduzir as ocorrências nas delegacias. Ademais, a intervenção do Ministério da Saúde se vê necessária, para atender as vítimas de violência física e moral, sendo realizada nos postos de saúde, com psicólogos e médicos e com o objetivo de garantir a melhor recuperação das pacientes. Além de que, o Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos, deve informar e conscientizar a população, por meio de palestras, com a finalidade de prevenir novos casos.