Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 22/04/2019
Na canção “Ai se eu te pego”, Michel Teló expõe a realidade enfrentada por muitas mulheres no que concerne ao constrangimento promovido pelos homens contra o público feminino. Nessa perspectiva, o assédio sexual configura uma problemática alarmante que exige profundas análises sociais cujos objetivos sejam evitar as causas para extinguir as consequências. Entretanto, diversos são os fatores que prejudicam a resolução da adversidade. Logo, é crucial a tomada de medidas remediadoras do impasse.
Sob essa ótica, no ano de 1996 uma nova expressão difundiu-se, sobretudo, pela América. Tal movimento, denominado “MeToo” representou a adesão na luta contra o desrespeito à mulher, ao disseminar o combate ao assédio sexual. A partir dessa premissa, é possível apontar as inúmeras razões do cenário conflituoso em debate. Em primeira análise, quando observada a estrutura patriarcal na qual a sociedade brasileira foi alicerçada nota-se a origem da falsa concepção de submissão e de objetificação da mulher como conjunturas responsáveis pelo agravamento do dilema. Em segunda análise, a naturalização do assédio impede que o assunto receba sua devida atenção e tome lugar de destaque em debates sociais e midiáticos. Dessa maneira, é de suma importância reverter o dificultoso quadro.
Por esse prisma, além da naturalização da adversidade, o silêncio representa um obstáculo na solução do transtorno. À luz de tal preposição, verifica-se a insegurança das vítimas em denunciar os abusos, visto que em grande parte são realizados por pessoas do seu próprio contingente familiar. Nesse sentido, é imprescindível incentivar o diálogo e manter os indivíduos conscientes da criminalização desses atos de repúdio constatados em grande variedade de ambientes. Outrossim, vale salientar que apesar do maior número de casos atingirem as mulheres, muitos homens também são alvos desse tipo de opressão. Por conseguinte, é imperioso analisar a questão sem pré-conceitos, a fim de evitar maiores prejuízos.
Portanto, medidas são necessárias para resolução do impasse acerca da problemática supracitada. Para tanto, deve haver uma parceria entre escola e sociedade na união de esforços que realizem discussões sobre a realidade observada, por meio de projetos e campanhas que facilitem, essencialmente aos jovens, a descoberta de possíveis sinais de abuso. Tal ação deve ser realizada a fim de incentivar a denúncia de opressores, para futura detenção. Além disso, a mídia deve aproveitar seu poder de disseminação para divulgar informações referentes a questão em debate. Em vista disso, os índices de assédio sexual serão severamente reduzidos.