Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 29/04/2019

No Brasil, cerca de 83% das mulheres afirmaram que já receberam cantadas na rua e dessas, 44% declararam que também já tiveram seus corpos tocados sem permissão. A chamada cultura do estupro está enraizada desde o período pré colonial brasileiro, quando centenas de negras escravizadas e indígenas, eram usadas como objetos somente para satisfação masculina, as submetendo a relações sexuais forçadas e muitas das vezes, transmitindo doenças.

Na contemporaneidade, muitos são os impactos que afetam não só a vítima, como também a sociedade num todo. A curto prazo, o assédio sexual leva ao constrangimento, uma vez que muitas das mulheres assediadas são casadas e tem filhos, a longo prazo pode interferir no caminho que a vítima era acostumada a percorrer ou no modo de se vestir, o que gera uma mudança comportamental da vítima, visto que ela muda partes de sua rotina para evitar que o episódio aconteça novamente.

E os desafios para impedir esses números alarmantes só aumentam, em razão de muitas das vítimas ou por medo, ou por não terem conhecimento de que assédio sexual é crime, não relatarem à Polícia o ocorrido, o que dificulta a prisão, ou o reconhecimento do criminoso. Muitas delas também não se sentem confortáveis em expor a situação para policiais, dado que na maioria das vezes os profissionais são homens.

Portanto, são necessárias medidas para resolver o impasse, como a Delegacia da Mulher realizar campanhas por meio de palestras, ou panfletagens em áreas onde a incidência de assédios é pertinente, alertando as vítimas sobre a importância de relatar à Polícia o acontecido, além da Polícia Militar recrutar através do alistamento, mulheres para os cargos cuja principal função nas delegacias seja lidar com o público feminino, o que facilitaria o relato das vítimas, aumentando assim a busca pelos criminosos, e diminuindo o índice de assédios.