Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 02/05/2019

No passado, a mulher era vista como a pessoa que cuidava da casa, dos filhos e procriava, sendo assim, vista como um objeto. Com o tempo esta perspectiva foi mudando com a chegada dos movimentos feministas, em 1968. Contudo, o estereótipo da mulher do passado permanece até os dias atuais. Com isso, diariamente observamos casos de assédio, feminicido, abusos, entre outros, causados pela suposta “superioridade” masculina. Sendo assim, debates estão sendo realizados sobre como combater essas atrocidades.

Evidentemente, sabemos que ainda ocorre uma relação de poder do homem sobre a mulher em vários aspectos. Isso se confirma segundo dados de uma pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza ActionAid, que 86% das brasileiras já sofreram assédio. Além disso, diversos casos de atrizes de Hollywood estão em grande evidencia, dentre eles o caso da atriz Angelina Jolie, que relatou sofrer assédio pelo produtor Harvey Weinsten. Ela, dentre várias outras mulheres têm sofrido ou sofrem as consequências da cultura do estupro. Tendo em vista que a cultura do estupro é eminente, é inadmissível que medidas não sejam tomadas.

Nesse sentido, é de suma importância que seja incentivada a denúncia. Pois muitas mulheres acham que seja culpa delas ou têm medo da reação do assediador, ou até mesmo da família e amigos. Assim, quando uma mulher denúncia, ajuda outras vítimas a fazerem o mesmo. Sendo este o primeiro passo para acabar o assédio.

Um exemplo de medida tomada que ajuda com os casos de assédio, principalmente em São Paulo, é o aplicativo “HelpMe”. No qual a pessoa pode fazer uma denúncia direto com a empresa de metro ou trem pelo aplicativo, além de disponibilizar uma sirene, gravar vídeos e tirar fotos.

Analisando os fatos mencionados, podemos perceber que o assédio no Brasil continua sendo uma realidade de todas as mulheres. Com isso, o governo deve incentivar a denúncia dos assédios através de propagandas nas mídias. E ainda, o Ministério da Educação deve ajudar a combater a cultura do estupro com palestras nas escolas. Não menos importante, como sociedade é importante respeitar uns aos outros e lembrar que não é não.