Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 02/05/2019
Os Casos de assédio sexual estão cada vez mais comuns no cotidiano das pessoas, dando continuidade a algo que remota de anos atrás. Desde o sedentarismo do homem, já é visto pela história, que as mulheres tinham serventia somente para cuidar da casa e dar filhos a seus maridos, sendo tratadas como inferiores aos homens. Após o passar de um longo tempo, as mulheres conseguem garantir diversos direitos, como votar, trabalhar na mesma área que os homens, leis para caso de violência contra elas, porém, esse aspecto de inferioridade do passado ainda é percebido em muitas mentes, tanto de homens quanto das próprias, que acabam por realmente acreditar em tal fato.
Uma pesquisa realizada pela campanha “Chega de Fiu-Fiu”, idealizada pelas jornalistas Juliana de Faria e Karin Hueck, mostrou que 85% das entrevistadas já tiveram seu corpo tocado sem permissão em lugares públicos. Além disso, 83% destas dizem não gostar de receber cantadas nas ruas. Com estes dados, pode-se comprovar que este pensamento arcaico sobre as mulheres ainda está bastante inserido na nossa sociedade. Segundo Aparecida Gonçalves, em entrevista ao site Rede Brasil Atual: “É, sim, violência contra a mulher, independente do que digam os perpetuadores desta prática. É impossível dissociar a ação destes indivíduos das demais agressões físicas e psicológicas das quais as mulheres são vítimas. São todas parte de um mesmo desprezo pelos direitos do próximo. É crime…”
Outro ponto é a não denúncia das mulheres após o assédio. Principalmente no ramo cinematográfico, vem sendo descoberto a cada dia mais casos de atores ou produtores famosos com atrizes de Hollywood. Como pode ser lido no Texto II: “O efeito-dominó, porém, mostrou-se plausível em 2017. Num movimento praticamente sem precedentes, começamos a ver outros casos de toda sorte de homens do ramo sendo acusados de algum tipo de abuso, com as vítimas finalmente sendo ouvidas e as mulheres perdendo o medo de denunciar que o assédio moral e sexual em Hollywood não é novidade e nem exclusividade do caso Weinstein.”
Tendo em vista os fatos abordados, percebe-se que o assédio sexual além de decorrente, é algo preocupante e que deve ser resolvido o quanto antes. Portanto, a fim de uma possível solução para a problemática, deve-se aumentar o investimento por parte do Governo em palestras sociais que divulguem a ideia de que a denúncia da vítima é algo que deve ocorrer logo após o ato, conseguindo extinguir o medo dela sobre o abusador e deixando as autoridades então fazerem seu trabalho. Em conjunto com essa iniciativa, apela-se ao poder Legislativo uma maior punição a quem cometer tal infração, com que faça que logo após a prisão, não seja solto tão cedo, promovendo uma sociedade sem tais criminosos e conseguindo paulatinamente o fim dos casos de assédio sexual.