Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 02/05/2019

A história da humanidade está construída sobre pilares de viés machista, em que a mulher deve servir somente aos interesses da casa e do homem. Embora durante o avanço social a voz feminina tenha ganhado força e modificado paradigmas discriminatórios antes fortificados, o assédio e a violência sexual ainda são números alarmantes.

Segundo estudos do Datafolha em 2017, 40% (o que equivale a 23,3 milhões) das mulheres brasileiras já sofreram algum tipo de assédio, sendo 9% destes relatos agressões físicas e 29% são agressões verbais. De acordo com pesquisa realizada em 2016, a idade das vítimas também está correlacionada, sendo as jovens até 24 anos as principais vítimas, liderando com 56%. Conforme a idade aumenta, a porcentagem decai. Apenas 11% dos casos foram registrados em delegacia. Logo, através disto nota-se a grande incidência de assédio sexual no Brasil, assim como a ausência de um sistema adequado para denúncias.

Entre os fatores que causam este número extremamente baixo, pode-se destacar a transferência da culpa à vítima, em que o sistema enxerga a mulher como fator para que tal crime ocorra, seja na sua roupa ou ações; há também a insegurança e o desacreditamento na justiça, sistema legislativo e judiciário e à proteção de vitimas.

Portanto, é perceptível que há falhas no sistema brasileiro no combate ao assédio sexual. Tendo em vista os fatos citados anteriormente, o Estado deve criar leis mais rigorosas, que punam corretamente os infratores, mas também é necessário que crie leis protetoras mais abrangentes e funcionais, visando erradicar a insegurança perante as denúncias. O Ministério da Educação (MEC) deve trabalhar em conjunto de psicólogos e equipes especializadas em crimes sexuais para criar cartilhas educacionais que sejam distribuídas nas escolas, palestras que debatam sobre o combate ao assédio sexual e ao machismo.