Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 02/05/2019
A violência e o assédio sexual contra a mulher se impõem como as mais banalizadas formas de desrespeito aos direitos básicos de um cidadão, e para se fazer esta afirmação basta observar a sociedade atual. Num contexto social onde a mulher é constantemente vista e tratada como posse, onde o corpo feminino se torna bem de consumo, onde o atual presidente do Brasil faz apologia ao turismo sexual, como reduzir os casos de assédio?
Dia 25 de abril de 2019, o presidente Jair Bolsonaro fez o polêmico convite: “quem quiser vir aqui fazer sexo com uma mulher, fique à vontade”. Isso demonstra como os homens e políticos enxergam a mulher não só como posse, mas também como mercadoria, tendo em mente que esse posicionamento angaria turistas sexuais. Também se pode citar, como exemplo de objetificação da mulher, os antigos acordos matrimoniais, que prevalecem em certas culturas, e visam a troca de favores: a mulher em troca de dinheiro, bens, vantagens políticas e etc.
Assim sendo, para o eficaz e devido combate ao assédio sexual, é preciso tratar as causas e não as consequências. O assédio vem como consequência da criação de um indivíduo, então, basta criá-los para enxergar o sexo feminino como sendo dotado dos mesmos direitos e capacidades que o masculino, e não como posse ou objeto de desejo. Para que isso seja feito, é necessário um maior investimento estatal e federal em campanhas de conscientização infantil e parental nas escolas. Ademais, o desencorajamento da erotização precoce também é emergencial, o que pode ser feito com uma maior penalidade e fiscalização das leis que dizem respeito à proteção da criança e do adolescente. Desta forma, tratando as raízes do problema e não seus frutos, o assédio sexual pode ser combatido com veemência.