Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 02/05/2019

Qualquer interação sexual não consensual é considerada crime, assim, além do estupro, o assédio sexual, tanto físico como verbal, é considerado um ato de violência. Entretanto, este tipo de agressão, cujas principais vítimas são as mulheres, ainda é extremamente banalizado, ao ponto de ser visto como algo natural na sociedade. Sendo assim, é essencial que haja iniciativas para reduzir esses casos no Brasil.

A ideia de que as mulheres gostam desse tipo de desrespeito foi, por muito tempo, amplamente difundida, principalmente por homens, para neutralizar e desvalorizar qualquer tipo de denúncias ou reclamações, propagando e enraizando o assédio no dia a dia da população. Porém, a partir de pesquisas, a campanha “Chega de Fiu Fiu”, expôs que 83% das mulheres consultadas que sofreram assédio verbal, declararam não ter gostado, contrariando essa mentira por séculos difundida. Por consequência desses e de outros vários casos de violência, muitas campanhas foram criadas a fim de proteger e lutar pelo respeito das vítimas, prioritariamente femininas, podendo citar a “Mexeu com uma, Mexeu com todas” e “Meu corpo, Minhas regras”.

No entanto, apesar das amplas conquistas dos movimentos feministas, inúmeros casos de assédio sexual ainda ocorrem, 85% das mulheres no Brasil já tiveram seu corpo tocado sem permissão publicamente, segundo a campanha “Chega de Fiu Fiu”, e homens ainda se sentem no direito de proferir palavras sexuais ou fazer gestos obscenos às mulheres sem serem responsabilizados pelos seus crimes.

Tendo em vista o que foi exposto, é essencial que o Ministério da Justiça, juntamente com a Delegacia da Mulher, incentive as denúncias de assédio a partir da divulgação de linha especial para os casos de violência contra a mulher, 180, por meio das mídias sociais e televisivas, garantindo o sigilo da vítima e a eficácia penal ao agressor. Além disso, é necessário que o Governo Federal, em colaboração com escolas e universidades, promova debates e palestras aos estudantes e interessados sobre a importância do respeito, especialmente às mulheres, para que com isso, o assédio sexual seja visto com a devida seriedade e que este possa diminuir cada vez mais.