Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 08/05/2019
Assédio sexual: a violência tida como comum
O filme da Netflix “Não sou um homem fácil”, demonstra um homem machista, o qual constantemente assediava mulheres em diversos ambientes, como públicos e trabalhista, entretanto ao decorrer da história os papéis se invertem e o mesmo passa a sofrer as dificuldades apresentadas no dia a dia de uma mulher. O assédio sexual é infelizmente visto como uma atitude comum no meio da sociedade machista atual, visto que a cultura do estupro e o medo decorrente dela não permite que haja uma redução dos casos dessa violência, pelo fato de que as vítimas não se sintam seguras para buscar ajuda, além de que a sociedade ainda não é capaz de abandonar tal cultura.
Primeiramente, entende-se que a cultura do estupro é um ambiente que justifica a violência contra a mulher, pelo simples fato de acreditarem que o valor da mulher está ligado com caráter sexual e moral, por consequência muitos homens sentem que têm o direito de cometer violência sexual se vitimizando. Por essa razão, aproxima-se que 86% das brasileiras já sofrem algum tipo de assédio, de acordo com pesquisa divulgada pela organização internacional de combate à pobreza, posto que a educação vigente faz com que a cultura do estupro permeie na sociedade, já que não foi capaz de modificar o meio onde ocorre.
Outrossim, o medo das vítimas de posicionarem-se depois de sofrem tal violência não permite com que os casos diminuam, pelo fato de não receberem tal importância pela sociedade, às vezes pode ser até considerado normal. Por conseguinte, as ocorrências de assédio no dia a dia só aumentarão, e com elas a quantidade de vítimas, independente da idade e gênero, injustiçadas.
Indubitavelmente, de acordo com os dados supracitados, o governo brasileiro deveria investir na educação fundamental, por meio de doações de parte do Produto Interno Bruto brasileiro, a fim de que seja desconstruída a cultura do estupro, para que homens e mulheres se conscientizem sobre tal violência, com a finalidade de que os indicies desta ação diminuam; além disto, a mídia, juntamente com o governo e o poder judiciário deveriam promover campanhas, as quais encorajam as vítimas de assédio sexual buscar ajuda tanto legal quanto psicológica, recorrendo às redes sociais, para que os culpados pelo assédio sejam penalizados legalmente, não permitindo que se repita,graças ao medo, com a intensão de que os casos deste tipo de violência sejam reduzidos. E assim, no futuro os desafios para reduzir os casos de assédio sexual deixem de ser desafios.