Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 07/05/2019

Promulgada pelo Organização das Nações Unidas(ONU) em 1948, a declaração universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à segurança e ao bem-estar social. No entanto, a cultura do estupro faz milhões de homens acreditarem poder cometer violência sexual contra as mulheres, e, colocar a culpa do assédio na vítima, como fazendo-a acreditar que se usar uma roupa curta, mesmo em dias quentes, é porque está tentando chamar a atenção dos homem. Esses são os dois principais desafios para reduzir os casos de assédio sexual no Brasil. que ocorre na rua, no trabalho e, lamentavelmente, em casa.

De fato, a cultura de estupro faz os homens acreditarem que fazer violência contra as mulheres é algo normal, e, infelizmente, está presente na sociedade brasileira há muito tempo, sendo, então, difícil de ser retirada, mesmo que o governo federal já tenha criado medidas, como a lei “Maria da Penha” que assegura os direitos da mulher, inclusive o de segurança. Isso ocorre por causa do pouco conhecimento sobre sexo e sexualidade, pois, tanto homens quanto mulheres, não saberão se é assédio ou apenas sexo, por isso que apesar de a lei 10.224 afirmar que constranger alguém com o intuito de favorecimento sexual pode sofrer pena de um à dois anos, de acordo com o Data Folha, apenas 15% das mulheres não tiveram o corpo tocado em público sem permissão.

Ademais, a maioria das vítimas de assédio sexual são denominadas culpadas pela sociedade, o que é extremamente ruim, pois elas, ao sofrerem o abuso, costumam sentir culpa, constrangimento e, consequentemente, medo de que ocorra novamente e de uma forma mais grave, como um estupro. Felizmente, milhões de mulheres estão se mobilizando contra o assédio sofrido no trabalho, nas ruas e em casa, por meio de movimentos como o “me too” que conta com a presença de mulheres em diversos países, e o “deixa ela trabalhar, são mulheres brasileiras protestando contra os beijos roubados e os comentários machistas no ambiente de trabalho.

Diante do supradito, o governo federal tem o dever de solucionar tal descaso com milhões de brasileiras que, constantemente, sofrem abuso sexual por onde passam. Isso deve ser feito por intermédio do investimento em delegacias próprias para mulheres, com a maioria dos profissionais composta pelo sexo feminino, com a intenção de acolhê-las e evitar o constrangimento e o medo nas vítimas de assédio ao ter contato com homens e, consequentemente, incentivando muitas outras a denunciar os verdadeiros culpados, colocando em vigor a Declaração Universal dos Direitos Humanos.