Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 07/05/2019
O fim do assédio desenfreado
No filme “Um olhar do paraíso”, de Peter Jackson, é retratada uma cena de assédio sexual entre um homem e uma criança. Essa forma de violência pode ser descrita como um avanço de caráter sexual não aceitável por uma pessoa. Não só nas telas de televisão, mas também na realidade, casos como esse atingem grande parte da população brasileira, que não conta com fiscalizações frequentes em lugares públicos e nem com delegacias especializadas.
Neste contexto, o assédio sexual é considerado crime desde que foi decretada a Lei 13718/2018. Entretanto, sem a fiscalização necessária, inúmeros casos dessa violação são constatados todos os dias no Brasil. Lugares e transportes públicos são os principais cenários desse crime, visto que há um elevado número de pessoas e, consequentemente, menos formas de flagrar os abusos. As principais vítimas são mulheres e crianças, que, supostamente, possuem uma desvantagem na hora de se defender.
Além disso, outro desafio enfrentado por essas pessoas é a falta de delegacias especializadas nesse tipo de violência. Com a demora para a resolução dos casos e o difícil acesso às áreas específicas de abusos sexuais, a maioria das vítimas não procuram ajuda. De acordo com pesquisas realizadas pelo Fórum brasileiro de Segurança Publica, apenas 48% das vítimas procuraram a polícia e somente 10% fez a denúncia à delegacia da mulher.
Portanto, para que haja a diminuição dos casos de assédio sexual no país, o governo deveria, por meio de investimentos, promover uma fiscalização adequada em lugares públicos, a fim de minimizar consideravelmente os abusos. Além disso, deveria também, com a ajuda do Departamento de Polícia, fundar delegacias especializadas nesse tipo de crime, com o objetivo de incentivar as vítimas à realizarem a denúncia. Por fim, as redes educacionais, a partir de palestras, teria de conscientizar os alunos desde cedo sobre a importância do respeito na sociedade.