Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 08/05/2019
Assédio sexual: a culpa é da vítima?
Inquestionavelmente, ainda no século XXI, carrega-se uma herança do patriarcado, presente na sociedade desde seus princípios. A cultura do estupro é uma exemplificação considerável de consequência do passado, que acaba gerando ricos seríssimos para a população, principalmente a parcela feminina, como o assédio sexual, que também é ocasionado por uma ausência de legislação e fiscalização.
Como supracitado, um resultante do costume machista é a cultura do estupro, ou seja, um ambiente que banaliza, legitima e justifica qualquer ato de violência contra a mulher, sendo desde uma piada com conotação ou até mesmo casos extremos. Ainda é muito presente e enraizada a naturalização de atitudes relacionadas ao assédio sexual, tendo como justificativa da ocorrência ser algo instintivo e não controlável. Contudo, a “naturalização inofensiva” faz com que 48% das pessoas acreditem que é errado uma mulher sair com os amigos sem o namorado; 26% acham que mulheres com roupa curta devem ser atacadas; e 58% afirmam que elas têm parcela da culpa sobre os estupros sofridos, segundo a Pesquisa IPEA. Em contrapartida, o homem, desde jovem, é incentivado a consumir pornografia e ser “o pegador”, tratando a mulher como mero objeto sexual.
Outrossim, o problema enfrentado com a baixa fiscalização e falta de preocupação com a criação de leis faz com que as dificuldades se agravem. O carnaval de 2019 foi o primeiro com o assédio sendo considerado crime, conforme UOL. Ademais, somente no ano passado foi desenvolvida a lei 13.718/2018, que tornou crime os atos de importunação sexual e de divulgação de cenas de estupro, todavia, para que um suspeito seja preso, até 5 anos, necessita-se de provas concretas ou testemunhas, no entanto, a apresentação das evidencias não se é de fácil acesso, visto que não se há monitoramentos, por exemplo.
Indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver o impasse. Não obstante, não haverá melhoras se caso a escola, juntamente da mídia, não realizarem palestras e campanhas de conscientização sobre os empecilhos causados pelo machismo e cultura do estupro, além de reforçar a ideia e importância do feminismo na contemporaneidade. Da mesma forma, o poder Legislativo, com apoio do Judiciário e da polícia, devem criar novas leis, com crimes de maiores penas, e garantir uma maior fiscalização, com mais policiais nas ruas e monitorizações de alta tecnologia, assim reduzindo os casos e facilitando a identificação dos criminosos.