Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 08/05/2019

Por que tentar dizer, se não serei ouvida?!

A desigualdade de gênero é marca de um passado tortuoso e que ainda vem nos assombrando. Hoje mulheres sofrem diariamente por abusos e violência, são menosprezadas e carregam uma sombra enorme feita por homens.

Quase noventa por cento das mulheres já foram tocadas sem consentimento publicamente e isso é banalizado e pouco discutido - até nos dias de hoje, com o movimento feminista ganhando peso: é difícil realmente direcionar esse assunto a discussão. Mulheres se sentem culpadas, pois são ensinadas de que a culpa de um homem tê-las tocado é delas e isso não se deve ser discutido.

O machismo enraizado na sociedade nos promove a enxergar a mulher como sendo frágil e inocente, essa dificilmente procura por ajuda. Mesmo não podendo ocorrer, isso acaba se refletindo dentro das delegacias, e a mulher não é bem atendida em casos de denúncias - que já são poucas - de assédio e estupro. Quase sempre é posto em dúvida sua palavra e o interrogatório normalmente acaba sendo em tom de acusação: “que roupa você usava”; “por que estava sozinha”… o questionamento que fica é: “Por que tentar dizer, se não serei ouvida?!”.

O Ministério dos Direitos Humanos junto com o da Justiça deve criar leis que defendam a mulher e garantir que sejam cumpridas. Com campanhas que incentivem a denúncia de agressões e estimulem as mulheres buscarem seus direitos, também devem ser promovidas. A Polícia Militar e Civil devem receber treinamento adequado, sendo esse supervisionando e fiscalizado pela Justiça Brasileira. O governo deve mostrar apoio a causas feministas e ajudar a desconstruir paradigmas machistas que ainda mancham hoje a nossa sociedade.