Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 08/05/2019

O Código Penal Brasileiro, pela lei 10.224, classifica o assédio sexual como o ato de constranger alguém com o intuito de obter vantagens ou favorecimento sexual. Apesar desta lei e dos inúmeros casos envolvendo crianças e, principalmente, mulheres, o assédio sexual ainda é banalizado no Brasil. Há todo momento mulheres e adolescentes estão sujeitas a sofrer assédio, na rua, escola, trabalho, ônibus, metrô e até dentro de sua própria casa. Os casos variam de um “fiu fiu” e “buzinadas” na rua, o que é extremamente desconfortável, até estupros.

A banalização do assédio acontece por que vivemos em uma sociedade machista e sexista, onde a “cultura do estupro” está enraizada. Em que os homens são ensinados que é normal mexer com as garotas, xinga-las e rebaixa-las com os amigos, e a achar que seu corpo pode ser tocado sem consentimento por que “não há problema” e sempre tem uma “justificativa”, como por exemplo: “ela estava mostrando muito o corpo, ela estava pedindo”. Além disso, muitos homens se aproveitam de momentos, como a mulher estar alcoolizada, subindo uma rua escura, no metrô lotado, para toca-lá e violenta-lá.

É chocante pensar que é mais fácil ensinar as meninas, desde criança, há sempre estarem acompanhadas, de preferência por homens, estar vestidas o mais coberta possível, não andar na rua de noite, prestar atenção em qualquer aproximação e identificar olhares maliciosos, do que ensinar um menino a respeitar e violentar as mulheres. Sem contar que, em casos do assediador ser amigo, conhecido ou parente muita vezes as pessoas em sua volta encobrem para manter uma boa relação, mas esquecem que isso não se diz respeito a uma “boa relação” e sim há direitos. Sendo assim, os pais precisam ensinar os filhos à respeitarem, não diminuírem e não se aproveitarem de mulheres. Além do Estado, aumentar as penas para crimes ligados à assédio sexual, criar iniciativas dentro de escolas para auxiliar nesta “educação social” e criar campanhas, dentro de escolas, em redes de comunicação, para incentivar a denúncia desses crimes.