Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 08/05/2019

Até onde a sua liberdade tira a de alguém?

É indiscutível o desenvolvimento da sociedade brasileira baseada no racismo, no patriarcado e na desigualdade sexual. Já que homens brancos eram donos do poder e outras etnias e mulheres eram tidos como inferiores. A hereditariedade desse pensamento retrógrado e preconceituoso permitiu que o racismo e o machismo ficassem evidentes até os dias atuais. Resultando em assédio sexual, feminicídio, estupro, discursos de ódio e outras violências, logo que a maioria desses casos é contra mulheres. Tudo isso porque ainda é ensinado para crianças que “homens são o sexo superior” e “a mulher precisa se portar de maneira digna para arranjar um marido”. Além do desamparo da justiça em relação às mulheres, dito que uma mulher é violentada e ao procurar ajuda, a veracidade de sua informação é contestada só pela roupa que está vestindo, desmotivando a mulher a procurar ajuda.

Ademais, segundo o DataFolha, 42% das mulheres brasileiras já sofreram algum ato de importunação sexual, configurado como assédio. E esse enorme número parece não ter muita importância para a sociedade, reforçando o descaso e o machismo instaurado na população.

Além disso, também segundo o DataFolha, 52% das mulheres que sofreram assédio não procuraram ajuda e esse número tende a aumentar, visto que mulheres não são ouvidas por autoridades. Considerando que 90% das mulheres já deixaram de realizar algum ato por medo de sofrer assédio, se pode notar o dano o psicológico causado pelo pensamento da sociedade que privilegia os homens.

Logo, para mudar essa realidade, é preciso que a Secretaria de Educação disponibilize aulas de educação sexual, a fim de conscientizar meninos da importância da integridade física de todas as pessoas, que qualquer ato de importunação sexual é crime e meninas saibam que seu corpo só pode ser tocado com a sua permissão e caso o contrário ocorra ela saiba que pode e precisa pedir ajuda. E também, que a Polícia Federal disponibilize uma psicóloga para acompanhar qualquer mulher que vá relatar um caso de violência sexual, para que a mesma se sinta mais segura e amparada ao procurar ajuda e que haja uma continuidade com a psicóloga afim de amenizar danos psicológicos causado na vítima violentada.