Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 08/05/2019
Assédio não é sedução, é violência
Assédio sexual. Tema que infelizmente, em pleno século XXI ainda precisa ser discutido, uma questão que até agora não teve solução, tópico que ainda é vivenciado por milhões de mulheres pelo mundo inteiro. Segundo o Instituto Maria da Penha a cada um segundo uma mulher é assediada no Brasil. Essa problemática permanece acontecendo nos dias de hoje por conta da falta de respeito de homens com mulheres (causada pela criação patriarcal que a sociedade brasileira tem), falta de fiscalização e ineficiência nas leis que penalizam o assediador.
Ao falar sobre assédio sexual é importante lembrar que, não é considerado assédio sexual apenas atos físicos, como passar a mão em alguém sem o consentimento da pessoa ou estupra-la, mas também atos que deixem a pessoa constrangida mesmo sem contado físico, como cantadas, olhares, sons inapropriados, gestos obscenos, piadas, entre outros.
Os assediadores se acham superiores às mulheres e pensam que tem o direito de humilha-las, mas assim como disse a ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Michelle Obama, “homens fortes, homens que são verdadeiros exemplos não precisam humilhar mulheres para se sentirem mais poderosos”, logo os homens brasileiros que assediam mulheres precisam repensar seus argumentos, que obviamente serão nulos pois não há argumentos que justifiquem uma violência.
Um dos grandes problemas que dificultam o combate ao assédio é a falta de fiscalização. Se uma mulher é assediada em um bloquinho de carnaval, por exemplo, a probabilidade de ela conhecer quem a assediou é baixa, e a probabilidade de a polícia conseguir identificar o agressor e puni-lo é menor ainda. Por isso os assediadores não tem medo de cometer tal ato, principalmente em locais públicos, pois a chance de ser pego e punido é muito pequena.
Para acabar com essa situação deplorável, urge que o governo instale em locais públicos um sistema de fiscalização eficiente, com monitoramento de alta definição, ou seja, que consiga identificar o agressor no meio da multidão. Além disso, aprimorar as leis que penalizam o assediador, aumentando o tempo de prisão, por exemplo. E o mais importante, ensinar as crianças e jovens sobre igualdade de gênero implantando aulas sobre o assunto nas escolas. Também é indispensável conscientizar a sociedade adulta com campanhas e palestras promovidas pelo governo.
As mulheres não podem se calar! Precisam mostra sua revolta com essa circunstância nefasta, para que no futuro as próximas gerações não tenham que se preocupar com essa problemática.