Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 08/05/2019

O assédio sexual

O assédio sexual não é algo novo, mas, formas para intervir contra esse fato com origem antiga, é algo inovador. Na rua, no trabalho, nas escolas e até mesmo em casa, todos, mas principalmente as mulheres, podem sofrer com esse mal que á muito tempo permanece na cultura do Brasileiro.

De acordo com uma pesquisa do Datafolha, 4 em cada 10 mulheres relataram já ter sofrido assédio sexual, sendo a faixa etária dos 16 aos 24 anos a mais afetada. Encontramos com maior frequência o abuso em transportes públicos, onde a mulher se sente toca pelo agressor e não sem poder se defender. São circunstancias como essas que interfere no direito de ir e vir, na segurança e na dignidade de mulheres que têm de conviver com uma visão preconceituosa, que se mantém como um obstáculo à conquista da igualdade.

As faltas de denúncias em casos assédios sexuais acabam por contribuir com o aumento desses crimes. Nesse contexto, apesar da lei “proteger” vítimas dos crimes contra a dignidade sexual, muitas pessoas deixam de denunciar, seja por se sentirem culpadas diante do ocorrido, por estarem sobre ameaças do agressor, ou vergonha do que os outros vão pensar, o que dificulta o retardo desses abusos.

Assim, é preciso que o Governo invista em campanhas e propagandas demonstrando o que é o assédio, como afeta fisicamente e psicologicamente as vítimas e por que é considerado um crime, a fim de esclarecer a população sobre a gravidade do ato e também para incentivar as mulheres a realizarem as denúncias. Com as pessoas conscientizadas e fornecendo apoio às vítimas será possível reduzir os índices de assédio sexual, resultando em uma sociedade mais igualitária e que respeite os direitos das mulheres.