Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 23/05/2019
Conceitua-se como assédio uma série de comportamentos que importunam ou perseguem uma pessoa. Diante disso, muitas vítimas passam por essa situação caladas, em razão das fracas punições e da cultura do assédio no Brasil, fruto de reflexos históricos. Para mudar essa realidade intervenções fazem-se necessárias e urgentes.
O assédio se manifesta de diversas formas, nas ruas, festas e até no ambiente de trabalho, sendo sexual o mais recorrente. Em virtude disso, para engajar jovens e adultas contra o assédio, campanhas virtuais como “Meu primeiro assédio”, “Me avisa quando chegar” e “Vamos juntas?”, percorreram o Facebook e o Twitter, a fim de denunciar as opressões vividas e trocarem experiências. Assim, com o objetivo de atrair atenção para esse comportamento, que muitas vezes é velado e passa despercebido aos olhos da sociedade ou, quando é percebido, não é denunciado, por medo da reação do assediador.
Além disso, o machismo, típico do modelo arcaico, continua enraizado na sociedade, contribuindo para a objetificação das mulheres e a banalização do assédio. Tal fato, identificado em comerciais de cerveja e vídeos clipes, principalmente do gênero musical como o funk. Por conseguinte, a vítima não reconhece o que sofreu como assédio, pois está presente no cotidiano, de tal forma que dificulta a identificação, visto que a sociedade atual normaliza situações em que a mulher é considerada um produto.
Fica clara, portanto, a necessidade de combater o assédio no Brasil. Para isso, cabe à escola desconstruir a ideologia machista da sociedade, com debates e aulas temáticas para incentivar jovens e crianças a terem respeito e lutarem pela igualdade. Ademais, deve haver campanhas, promovidas pelo Governo, em redes sociais, com impacto apelativo, levando às pessoas conhecimento sobre o assunto, com intenção de aumentar a identificação do assédio e o número de denúncias. Tomadas essas medidas, a sociedade brasileira se tornará mais igualitária.