Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 27/05/2019

Os desafios para reduzir o assédio sexual encontra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa tese pode ser comprovada por meio de dados divulgados pelas jornalistas Juliana de Faria e Karin Huek, nos quais revelou que 85% das pesquisadas já foram vítimas de tal ato. Nesse contexto, não há dúvidas que o assédio sexual é um problema no país, infelizmente, devido não só a negligência governamental, mas também o pensamento patriarcal machista.

A Constituição cidadã de 1988, garante direito à todos os indivíduos, mas o Poder Executivo não efetiva esse direito. Consoante Aristóteles no livro ‘‘Ética a Nicômaco" a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos, logo verifica que esse conceito encontra-se desturpado no Brasil, pois pensamento machista persiste na sociedade, visto que são constates casos de assédio sexual como, por exemplo, cenas apresentadas cotidianamente de homens que tocam mulheres, sem consentimento, em espaços públicos, fazendo os direitos permanecem somente no papel.

Outro ponto relevante, nessa temática, é o conceito de Modernidade Líquida de Zygmunt Bauman, que explica a queda das atividades éticas pela fluidez dos valores, a fim de atender aos interesses pessoais. Desse modo, o sujeito, ao estar imerso nesse panorama líquido, acaba por perpetuar ações machistas, devido a visão da mulher como objeto. Em vista disso, os desafios para redução do assédio sexual estão presentes na estruturação desigual e patriarcal da coletividade.

Logo, medidas são necessárias para combater o impasse. Considerando uma lei que já existe e criminaliza os casos de assédio sexual, é papel do Judiciário fiscalizar mais e aplicá-la a diversos atos divulgados na rede. Além disso, a mídia que já tem grande relevância ‘‘onlaine’’, precisa levar tal discussão as TV’s, utilizando ficções com engajamento social para mostrar a importância ao combate do assédio sexual, a fim de conscientizar a população.