Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 26/06/2019

Segundo a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 5°, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza,garantindo-se aos brasileiros o direito à vida,à liberdade,à segurança e à propriedade. De maneira paradoxal essa premissa é vigente em um país onde a mulher é impedida de ser livre,de usar as roupas que desejar, de andar por onde quiser, de viver sem sofrer violência física e psicológica. Nesse sentido, torna-se evidente a necessidade de analisar essa problemática e desenvolver estratégias para solucioná-las.

Primeiramente, é importante destacar que a mulher não é culpada pelo assédio sofrido.Usar roupas decotadas,curtas e transparentes não é sinônimo de permissão para que o homem possa tocá-la em transportes públicos, na rua, nos elevadores ou em qualquer outro lugar. O assédio é crime, toda atitude de cunho sexual sem o consentimento da outra parte é violência, independentemente de suas vestimentas, conforme o artigo 2016 do Codigo Penal brasileiro.

Além disso, o assédio cotidiano não se limita às ruas. Ele ocorre também no ambiente de trabalho. Recentemente, jornalistas esportivas lançaram a campanha #deixaelatrabalhar, após vários casos de assédio sofridos pelas profissinais, como, por exemplo, a repórter Bruna Deltry que estava ao vivo quando um torcedor tentou beijá-la na boca durante o jogo do Vasco contra a Univesidad do Chile. Tais atitudes provocam traumas, depressão e sentimento de impotência.

Portanto, o assédio é um problema que aflige a sociedade atual e necessita ser combatido. Para tanto, é dever do Estado, por meio do MInistério da Educação e em parceria com as famílias, deve inserir nas escolas públicas e privadas, desde as séries iniciais programas com palestras sobre o assédio e respeito à mulher. Outrossim, é fundamental que o Governo federal, por intermédio de parcerias público-privadas, institua programas de divulgação e conscientização em rede nacional sobre o assunto, bem como tornar obrigatório nas empresas projetos e rodas de diálogo sobre o assédio coorporativo a fim de dissolver esse problema e garantir às mulheres seus direitos constitucionais que no momento estão sendo cerceados.