Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/08/2019
Ambientes de trabalhos, residências próprias e transportes públicos, são alguns exemplos dos mais variados lugares que o assédio sexual ocorre. Em alguns casos, de forma implícita, por meio de cantadas de duplo sentido e olhares desrespeitosos. Em outros, de modo explícito, usando de contatos físicos, violando demasiadamente o espaço e corpo alheio. Com isso, evidencia-se por todo território nacional a necessidade de conter essa infração.
Em primeiro plano, é indiscutível que as mulheres são majoritariamente as vítimas dessa violação sexual. De fato, a luta diária por direitos iguais alcançou notórias conquistas. Entretanto, a liberdade, dignidade e o respeito à seus corpos não acompanhou essa evolução. Isso decorre de resquícios culturais do patriarcado, prevalecendo na atual conjuntura, pelo machismo; de acordo com o historiador Leandro Karnal.
Em segundo plano, vale ressaltar que o medo e anseio instauram-se na população em geral, paralisando-os quando presenciam situações de abuso sexual. Nesse viés, o programa nacionalmente conhecido, o “Fantástico”, em uma de suas edições semanais, simulou essa agressão em locais públicos com a ajuda de atores - dando a eles papéis de vítimas e agressores - e assim, esperavam as reações de quem presenciava o fato. Em resultado à experiência, na maioria dos casos não houve interferência externa à situação; corroborando assim, na conivência da sociedade em relação à essa circunstância.
Em suma, frisa-se que as adversidades para minimizar essa infração física e/ou moral urge para findá-la. Para isso, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) deve instaurar iniciativas de reeducação e conscientização ao combate à esse tipo de assédio. Isso pode ser feito através de palestras e acompanhamentos de psicólogos e estudiosos da área em escolas de ensino Fundamental e Médio. Dessa forma em médio/longo prazo, teremos uma sociedade menos agressiva e agregada moralmente.