Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 20/07/2019
As mulheres sempre ganharam papel de coadjuvante na linha do tempo da história, tratadas como objetos ou apenas uma extensão territorial do homem. Deste modo, apesar de muitos direitos e avanços conquistados a cultura do machismo e culpabilização da mulher ainda se perpetuam na sociedade contemporânea do século XXI. .
Convém ressaltar, que ainda no Brasil observa-se a cultura de uma sociedade machista que mantém comportamentos e ideologias ultrapassadas. Prova disso, é certamente a banalização da violência sexual contra a mulher que justifica agressões e abusos como um instinto atribuído ao homem. Tal que, desde muito cedo os garotos que obtinham fama de “pegador” nas escolas eram vangloriados e admirados pelos os outros colegas, situação que se estende até a vida adulta nos grupos sociais ou até mesmo no ambiente de trabalho. Ademais, a cresça de que à mulher é um objeto a ser conquistado e a falta de respeito culminam no assédio sexual, segundo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicado (IPEA), 86% das mulheres brasileiras já foram assedias e 44% já foram tocadas sexualmente.
Outrossim, a objetificação da mulher e as justificativas de que seu valor está atrelado as suas condutas criam uma visão errônea do sexo feminino. Pela mesma razão, segundo também o IPEA, 58% das pessoas acreditam que as mulheres possuem parcela de culpa quando são atacadas e 26% insinuam que quando vestidas com roupas curtas, merecem ser desrespeitadas. Nesse sentido, a mulher é culpabilizada e aceita sua culpa quando não chega a realizar a denúncia por vergonha das pessoas, logo o agressor continua sua vida tranquilamente sem nenhuma consequência de seus atos.
Torna-se evidente, portanto, que medidas devem ser tomadas para que os abusos sexuais contra as mulheres sejam tratados com seriedade e verdadeira importância. Em primeiro plano, é necessário a desconstrução do machismo na sociedade partindo primordialmente do âmbito familiar, diálogos entre pais e filhos que fomentam a igualdade e caracterizam a importância da mulher e seu papel íntegro na sociedade. De outra parte, as empresas de telecomunicação devem criar, por meio de seus profissionais, programas e propagandas que incentivem e apoiem as denúncias contra os assédios sofridos. Dessa forma, a sociedade contemporânea amenizará a luta diária de milhares de brasileiras que sofrem caladas.